Irraa
Lembro-me que, quando comprei a minha casa há cerca de quatro anos, fui vítima de um “interrogatório” por estar a comprar a casa sozinha, sem namorado, sem marido, sem companheiro, sem amante, sem cão….
É certo que na altura até tinha uma relação, mas achei sempre melhor escolher e tratar de tudo sozinha. Porque eu prefiro assim. A minha opinião é suficiente. E quando compro coisas com a ajuda de outras pessoas, acabo sempre por me fartar delas (salvo raras excepções) e depois acabo por culpar, inconscientemente, quem me ajudou a escolhê-las. O que acaba por ser injusto, como é óbvio.
Neste momento estou a trocar de carro e o “interrogatório” repete-se.
No primeiro dia que fui sozinha ver qual o modelo que ia escolher, o vendedor achava à força toda que eu estava à espera de alguém para me ajudar na escolha. Quando eu lhe disse que ia comprar o carro sozinha, o senhor ficou muito espantado e disse que eu era a primeira mulher a fazer isso. Normalmente ou trazem o marido, ou o namorado, ou o amante, ou o pai….
Mas qual é o espanto deste tipo de situações? Será que se eu fosse homem isto acontecia? Eu penso que não.
Já agora só uma perguntinha:
Se o vendedor de automóveis, após uns dias de “convívio” a tratar das burocracias inerentes à compra de um carro novo, vos tirar delicadamente com a sua própria mão uma pestana caída da vossa cara, está a atirar-se literalmente a vocês e a esticar-se à força toda, ou é impressão minha?
Ai coisa mai linda!!!
