Conversava há pouco com um amigo meu. Dizia ele que estava a fazer uma limpeza no seu messenger. A princípio confesso que não estava a perceber bem a que tipo de limpeza se estava a referir. Mas ele logo se apressou a dizer-me que uma limpeza era, nada mais nada menos, que excluir da sua lista de contactos as pessoas que não lhe interessavam. O seu critério principal era não ter falado com elas no último ano. E dizia-me ele que, pelo menos uma vez por ano, fazia uma limpeza profunda na sua lista de contactos.
Ora eu pus-me a pensar nisso. É certo que nunca fiz uma limpeza desse género. Mas já excluí algumas pessoas. Não muitas. Também não ando a adiconar pessoas por dá cá aquela palha. Mas excluí aquelas que achei que não tinham nada a ver comigo. E que já me tinham dado provas mais do que suficientes de que não interessavam em nada para a minha vida. Muito pelo contrário.
Depois pus-me a pensar em diversas situações. Por exemplo, porque é que há pessoas que nos adicionam, nós aceitamos por simpatia ( embora saibamos à partida que essa pessoa nada tem a ver connosco), não dizem sequer uma palavra depois de os aceitarmos e, mais tarde, nos acabam por excluir? Aconteceu-me ultimamente com duas pessoas. Mas porque raio nos adicionam? Não percebo, a sério. Mas verdade seja dita, assim que dou conta que eles me excluíram, faço imediatamente o mesmo. E a história acaba aí.
Depois há outros que, sabe-se lá porquê, nos apagam da sua lista de contactos, nós apagamo-los também ( depois de descobrimos que nos apagaram), e uns dias mais tarde (deve ser do arrependimento) lá aparece a janelinha para os aceitarmos de volta. Tal como um hastear de bandeira branca. Estas pessoas irritam-me solenemente. E confesso que só me dá vontade de recusar o seu convite. Mas depois é sempre uma oportunidadezinha de lhes mandar umas verdaditas à cara e tal, e acabo por aceitar. Mas só por isso. Porque este tipo de pessoas não interessa a ninguém. Acordam com os pés de fora e pensam “Olha vou já excluir o fulano”. Depois no dia seguinte arrependem-se. É para onde dá o vento. E são no messenger, tal como são na vida.
Há também aqueles chatos que mal nós entramos no messenger nos bombardeiam logo com alguma frase, algum link ou algum boneco. E aqui não me estou a referir aos amigos de coração (esses podem fazer o que lhes apetecer que nós deixamos). Não. Estou a referir-me a pessoas que pouco conhecemos. Pouco falámos. A conversa não flui de maneira nenhuma. Mas que se acham no direito de nos bombardear com toda e qualquer informação. Como por exemplo, para nos darem endereços de sites de amigos dos primos dos amigos. Para nos mostrarem qualquer coisa do You Tube que supostamente era para ter graça, mas que não tem nenhuma………… Mas, em geral, não são más pessoas. São os chamados “chatos de bom coração”.
Depois há aqueles grandessíssimos queridos que são os nossos amigos. E que podemos estar horas e horas na conversa sem dar conta do tempo passar, nomeadamente naqueles dias em que não apetece sair de casa, mas em que apetece conversar com alguém. Quanto a estes, temos a certeza que nunca iremos excluir da nossa lista de contactos, porque eles fazem parte da nossa vida. Aliás, são a nossa vida.